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Arquivo: Janeiro 2008

23/01/2008 GMT 1

GEOLOGIA

ph2075 @ 16:07

Topázio - Pedra preciosa cintilante e rara, muito usada em jóias. Apresenta-se incolor ou com varias cores. Os exemplares mais bonitos se encontram no Brasil, mais precisamente em Minas Gerais.

Pode ser encontrado nas cores azul, branco, cinza, verde, amarelo, marrom, laranja, purpura, e rosa-choque.

O topázio ocorre em rochas de granito e em depósitos de quartzo mineral. As jazidas mais ricas são a de Teófilo Otoni e Serro em Minas Gerais.

CARACTERISTICAS - O topázio faz parte do grupo dos silicatos. É formado por uma combinação de alumínio, silício, oxigênio, flúor e oxidrila. O topázio quando riscado em uma peça de porcelana não vitrificada deixa um risco branco; oito na escala de Mohs. Não se dissolve com ácidos e não derrete aquecido em uma chama. Quando exposto ao calor e a luz do sol ele altera sua cor. Quando aquecida algumas trocam suas tonalidades. Tem o mesmo peso do Diamante

Quartzo -O Quartzo é usado em vidros, relógios, detergentes, pasta de dentes e iluminação elétrica, e muito mais aplicações. Ocupa cerca de 12% da crosta terrestre e é um dos minerais de maior ocorrência no planeta. Pode Ter varias cores, elas variam de acordo com suas impurezas, podem ser incolor, verde, marrom, branca rosa ou azul. É formado por oxigênio e silício. É um mineral muito comum em rochas sedimentares. O quartzo também é encontrado em cavidades de rochas chamadas de geodos. Essas cavidades assemelham-se a ovos, que são ocas , com paredes revestidas de minerais. São encontradas em grandes quantidades na Alemanha, Madagascar e Brasil. Sua dureza e de 7 na escala de Mohs. Outros tipos de quartzo - Citrina, ametista, esfumaçado e outros.

17/01/2008 GMT 1

As raízes norte-americanas do nazismo

ph2075 @ 15:44


por Domenico Losurdo [*]


Linchamento de negro nos Estados Unidos, 1919. A invasão do Iraque, em Março de 2003, foi acompanhada por uma curiosa campanha mediática contra os movimentos de oposição à guerra, acusados então de anti-americanismo. É muito significativo que neste clima ideológico e político os acusadores não recordassem o terror exercido pelo Ku Klux Klan em nome do "americanismo puro", ou do "americanismo cem por cento", face aos negros e aos brancos que se opunham à supremacia branca. Tão pouco recordavam a caça às bruxas de McCarthy contra os defensores de ideias ou sentimentos "não americanos".

Em 1924, Correspondance Internationale (a versão francesa do órgão da Internacional Comunista) publicava um artigo escrito por um jovem indochinês imigrante nos Estados Unidos, no qual afirmava sentir grande admiração pelo desenvolvimento norte-americano, ao mesmo tempo que se horrorizava com a prática do linchamento de negros no Sul. Um desses espectáculos de massas é descrito cruamente nesse texto: "O negro é cozido, flamejado e queimado, pois deve morrer duas vezes em lugar de uma só. É depois enforcado, ou mais exactamente, o que resta do seu corpo é pendurado... Quando já todos estão saciados, o cadáver é descido. A corda é então cortada em pequenos pedaços, cada um dos quais será vendido por três a cinco dólares". No entanto, a denúncia do sistema de supremacia branca, não implicava uma condenação global dos Estados Unidos: o Ku Klux Klan tinha toda "a brutalidade do fascismo", mas seria derrotado, não só pelos negros, judeus e católicos (todos vítimas em diferentes graus), como por "todos os americanos decentes". [1]

UM MARAVILHOSO PAÍS DO FUTURO

Foi um indochinês que comparou o Ku Klux Klan com o fascismo, mas as semelhanças de ambos os movimentos eram também evidentes para os autores norte-americanos da época. Os homens vestidos de branco do Sul dos Estados Unidos eram frequentemente comparados aos camisas negras italianos e aos camisas castanhas alemães. Após assinalar as semelhanças entre o Ku Klux Klan e o movimento nazi, um académico norte-americano da época chegava à seguinte conclusão: "Se a Depressão não tivesse atingido a Alemanha tão duramente, o nacional-socialismo poderia ser hoje considerado como o é às vezes o Klan: uma curiosidade histórica predestinada ao fracasso". [2] Por outras palavras, o que explica, tanto o fracasso do Ku Klux Klan nos Estados Unidos, como o ascenso do Terceiro Reich na Alemanha, mais que as distâncias na história ideológica e política, são os diferentes contextos económicos. Mas deve também ser considerado o importante papel desempenhado pelos movimentos reaccionários e racistas norte-americanos como inspiradores da agitação que conduziu Hitler ao poder na Alemanha.

Já nos anos vinte se tinham constituído as relações, o intercâmbio e a colaboração entre o Ku Klux Klan e a extrema direita alemã, para promover o racismo contra judeus, negros e outras pessoas não brancas. Em 1937, o ideólogo nazi Alfred Rosenberg exaltava os Estados Unidos como um "maravilhoso país do futuro", que detinha o mérito de ter formulado a brilhante "ideia de um Estado racial", uma ideia que devia ser posta em prática, "com um poder jovem" através da expulsão e deportação de "negros e amarelos". [3] Basta analisar as leis publicadas imediatamente após a chegada dos nazis ao poder para comprovar as semelhanças com a situação que então se vivia no sul dos Estados Unidos. A posição dos alemães de origem judia na Alemanha correspondia obviamente à dos afro-norte-americanos no sul estadunidense. Hitler distinguia claramente, inclusive no âmbito jurídico, a posição dos arianos relativamente aos judeus e aos poucos mulatos que viviam na Alemanha. "A questão negra", escrevia Rosenberg, "é o mais urgente de todos os assuntos decisivos nos Estados Unidos"; e uma vez que a noção de igualdade deixava de ser aplicada aos negros, também deixava de haver motivo para que não se extraíssem "as consequências necessárias para amarelos e judeus". [4]

Nada disto pode surpreender. Desde que o fundamento do projecto nazi era a construção de um Estado racial, que outro modelo possível existia nessa época? Rosenberg mencionava a África do Sul, que devia permanecer solidamente em "mãos nórdicas e brancas", e servia como um "sólido baluarte" diante da ameaça representada pelo "despertar negro". Sem dúvida que, até certo ponto, Rosenberg sabia que a política segregacionista sul-africana era amplamente inspirada pelo sistema de supremacia branca surgido nos Estados Unidos.

Por outro lado, o objectivo de Hitler não consistia num expansionismo colonial tradicional, mas sim num império continental criado com a anexação e germanização de territórios vizinhos do Leste. A Alemanha era chamada a expandir-se para a Europa de Leste como se se tratasse do longínquo Oeste americano, tratando os "nativos" da mesma forma que os índios norte-americanos tinham sido tratados, sem perder de vista o modelo estadunidense, que o Führer exaltava pela sua "força interior sem precedentes". [6] Imediatamente após a invasão, Hitler procedeu ao desmembramento da Polónia: uma parte, da qual foram expulsos os polacos, foi directamente incorporada no Grande Reich; o resto foi transformado em "Governo Geral" dentro do qual os polacos viviam "numa espécie de reserva", como declara o Governador Geral Hans Frank, [6] o modelo norte-americano de liquidação da população originária foi seguido quase literalmente.

O ESTADO RACIAL NA ALEMANHA E NOS ESTADOS UNIDOS

O modelo norte-americano deixou uma profunda marca inclusive no âmbito das categorias e linguístico. O termo Untermensch (sub-homem), que desempenhou um papel tão central como destruidor na teoria e prática do Terceiro Reich, não era mais que uma tradução de Under Man. O nazi Rosenberg estava bem consciente desse facto e expressou a sua admiração pelo autor americano Lothrop Stoddard, inventor do termo, que aparece como subtítulo -- The Menace of the Under Man (A ameaça do sub-homem) de um livro publicado pela primeira vez em Nova York em 1922 e traduzido para o alemão (Die Drohung das Untermenschen) três anos mais tarde. Relativamente ao seu significado, Stoddard afirmava que servia para designar a massa de "selvagens e bárbaros essencialmente incivilizáveis e incorrigivelmente hostis à civilização", que deviam ser tratados de modo radical para evitar o colapso desta. Já antes de ser elogiado por Rosenberg, Stoddard havia sido recomendado por dois presidentes norte-americanos (Harding y Hoover). Mais tarde foi recebido com honrarias em Berlim, onde se avistou com as mais altas autoridades do regime, incluindo Hitler, que já havia começado a sua campanha para dizimar e dominar os Untermenschen, os "nativos" da Europa de Leste.

Nos Estados Unidos da supremacia branca, assim como na Alemanha em poder do movimento nazi, o programa para restabelecer a hierarquia racial estava estreitamente vinculado a projectos de incentivo aos melhores para que procriassem, evitando assim o risco de "suicídio racial" (Rassenselbstmord) que pesava supostamente sobre os brancos. Em 1918 Oswald Spengler dava a voz de alarme, citando o presidente estadunidense Theodore Roosevelt. [7] Decerto que a advertência de Roosevelt contra o espectro do "suicídio racial" ou a "humilhação racial" era acompanhada peIa denúncia da "diminuição da taxa de nascimentos nas raças superiores", ou seja, "o antigo stock de norte-americanos nativos" ou seja os WASP (Brancos Anglo-saxões e Protestantes). Também aqui as descobertas da investigação histórica são surpreendentes. Erbgesundheitslehre (educação para a saúde hereditária) ou Rassenhygiene (higiene racial), outra palavra-chave da ideologia nazi, não são mais que as traduções para alemão do termo eugenics (eugenia) a nova ciência consagrada ao aperfeiçoamento racial, inventada em Inglaterra durante a segunda metade do século XIX por Francis Galton. Não é por acaso que esta nova ciência foi recebida tão favoravelmente nos Estados Unidos. Em vésperas da Primeira Guerra Mundial, muito antes da chegada de Hitler ao poder, publicou-se em Munique um livro intitulado Die Rassenhygiene in den Vereinigten Staaten von Nordamerika (A higiene racial nos Estados Unidos da América do Norte), que no próprio título assinala já os Estados Unidos como um modelo de "higiene racial". O autor, Géza von Hoffmann, vice-cônsul do lmpério Austro-Húngaro em Chicago, exaltava a América do Norte peIa "lucidez" e "pura razão prática" demonstrada, ao afrontar com a energia necessária, um problema muito importante frequentemente ignorado:    nos Estados Unidos violar as leis que proíbem as relações sexuais e o matrimónio inter-racial podia ser punido com dez anos de prisão. Não só podiam ser perseguidos e condenados os responsáveis por esses actos como também os seus cúmplices. [8] Já depois do acesso dos nazis ao poder, os ideólogos e "cientistas" da raça continuavam insistindo: "A Alemanha tem muito que aprender com as medidas adoptadas pelos norte-americanos: eles fazem o que deve ser feito". [9]

Merece destaque o facto de ter aparecido nos Estados Unidos, muito antes do que na Alemanha, a noção de "solução final" a respeito da questão negra num livro publicado em Boston em 1913. [10] Ievada mais tarde a cabo pelos nazis, empregando o mesmo termo (EndIösung) para resolver a "questão judaica".

O NAZISMO COMO PROJECTO MUNDIAL DE SUPREMACIA BRANCA

No decurso da sua história, os Estados Unidos tiveram de enfrentar directamente os problemas resultantes do contacto entre diferentes "raças" e o afluxo de numerosos imigrantes procedentes de todo o mundo. Por outro lado, o violento movimento racista, que aí surgiu no final do século XIX, constituiu uma resposta à Guerra Civil e ao período de reconstrução que se lhe seguiu.

Durante os séculos XIX e XX, o Ku Klux Klan e os teóricos da "supremacia branca" acusavam os Estados Unidos posteriores à escravatura (com a sua maciça entrada de imigrantes procedentes dos países europeus menos desenvolvidos e do Oriente) de ser uma "civilização mestiça" ou um "gentio de cloaca". De forma análoga, Hitler descrevia no Mein Kampf a sua Áustria natal como um caótico "conglomerado de povos", uma "Babilónia de gente", um "reino babilónico" dilacerado pelo "conflito racial". Segundo Hitler, a catástrofe era iminente na Áustria: a "eslavização" e a "desaparição do elemento germânico" progrediam, e o ocaso da raça superior que tinha colonizado e civilizado o Oriente estava próximo. A Alemanha, para onde Hitler (que era austríaco) foi viver, havia presenciado uma convulsão sem precedentes desde o final da Primeira Guerra Mundial, uma comoção comparável à que percorreu o Sul dos Estados Unidos depois da Guerra Civil. Segundo a visão racista, mais grave ainda que a perda das suas colónias, era que a Alemanha se via obrigada a suportar a ocupação militar de tropas multirraciais das potências vencedoras e que parecia ter sido transformada numa "misturada racial". Este fantasma da proximidade do fim da civilização era reforçado pelo surgimento da Revolução de Outubro, apelando à rebelião dos povos colonizados. Esta revolução estalou e afirmou-se numa área habitada por povos tradicionalmente considerados à margem da civilização. Assim como os partidários da abolição da escravatura foram assinalados no sul dos Estados Unidos como "amantes dos negros" e traidores à sua própria raça, os social-democratas e especialmente os comunistas eram considerados por Hitler como traidores à raça germânica e ocidental. Em suma, o Terceiro Reich apresentava-se como uma tentativa para impedir, sob condições de guerra total e de guerra civil internacional, o suposto fim da civilização, o suicídio do Ocidente e da raça superior criando um regime de supremacia branca à escala mundial e sob hegemonia alemã.

DE FORD A HITLER

Alguém se lembra do elogio do Ku Klux Klan ao "genuíno americanismo de Henry Ford"? Amplamente admirado, o magnata automobilístico condenava a Revolução Bolchevique acusando-a de ser, em primeiro lugar, o produto de uma conspiração judaica. Fundou até uma revista, o Oearborn Independent, cujos artigos publicados foram reunidos em 1920 num único volume intitulado O Judeu Internacional. O livro transformou-se imediatamente numa referência básica do anti-semitismo internacional, foi traduzido para alemão e adquiriu grande popularidade. Nazis destacados, como Von Schirach e mesmo Himmler vieram mais tarde a reconhecer terem sido inspirados ou motivados por Ford. Segundo Himmler, o livro de Ford desempenhou um papel "decisivo" (ausschlaggebend) não só na sua formação pessoal, como também na do Führer.

Também aqui se evidencia o carácter inconsistente de qualquer comparação esquemática entre a Europa e os Estados Unidos, como se a praga do anti-semitismo não afectasse ambos. Em 1933 Spengler considerava necessário esclarecer este ponto: a fobia anti-judaica que confessava abertamente, não devia confundir-se com o racismo "materialista" típico "dos anti-semitas na Europa e na América". [11] O anti-semitismo biológico que se agitava impetuosamente no outro lado do Atlântico era considerado excessivo mesmo por um autor como Spengler, que se expressava sem qualquer pudor nos seus escritos, contra a cultura e a história judaicas. Por esta razão, entre outras, Spengler foi considerado tímido e inconsequente pelos nazis, cujas preferências se situavam noutro lado: O Judeu Internacional continuou a ser publicado com todas as vénias no Terceiro Reich, e com editoriais que enfatizavam o singular mérito histórico do seu autor (por haver trazido à luz a "questão judaica"), estabelecendo uma linha de continuidade entre Henry Ford e Adolfo Hitler.

O OCIDENTE E A "DEMOCRACIA DO POVO DOMINANTE"

É oportuno destacar o paradoxo que caracterizou os Estados Unidos desde a sua fundação, sintetizada no século XVIII pelo escritor britânico Samuel Jonson: " Como poderemos suportar os estridentes gritos de liberdade dos proprietários de escravos?" [12]

A democracia desenvolveu-se na América do Norte no seio da comunidade branca simultaneamente com a escravização dos negros e a deportação dos índios. Em 22 dos primeiros 36 anos como nação independente, a presidência esteve nas mãos de proprietários de escravos. Também eram proprietários de escravos os que redigiram a Declaração de Independência e a Constituição. Sem escravatura (mais a correspondente segregação racial) não se pode entender a "liberdade americana": as duas estavam vinculadas, sustentando-se uma à outra. Enquanto a escravatura assegurava o firme controlo sobre as classes "perigosas" no âmbito da produção, a expansão para o Oeste servia para desactivar o conflito social, transformando o proletariado potencial numa classe de proprietários agrícolas, ainda que a expensas dos povos originários, que seriam expulsos ou aniquilados.

Depois da Guerra da Independência, a democracia norte-americana experimenta novos desenvolvimentos durante a presidência de Jackson na década de 1830: a extensão do sufrágio e a eliminação, em grande parte, das restrições relacionadas com a propriedade na comunidade branca, eram concomitantes com a rigorosa deportação dos índios norte-americanos e com o crescente ressentimento e violência contra os negros. O mesmo se pode dizer do período compreendido entre o final do século XIX e a metade da segunda década do século XX, onde se combinaram reformas como a instauração da eleição directa dos membros do Senado, o voto secreto, a introdução de eleições primárias e de instituições de referendo, etc". com factos sobremaneira trágicos para a população negra (alvo dos esquadrões do terror do Ku Klux Klan) e a expulsão dos índios norte-americanos dos seus últimos territórios e a sua submissão a uma brutal aculturação, com a intenção de os despojar inclusive da sua identidade cultural.

Relativamente a este paradoxo, numerosos intelectuais norte-americanos se referiram a uma Herrenvolk democracy, ou seja uma democracia apenas para "Senhores" (para usar uma expressão do tipo das que Hitler apreciava).

Na realidade, a categoria "democracia do povo dominante" pode ser útil para explicar a história do Ocidente como um todo. Desde o final do século XIX e nos princípios do século XX, a extensão do sufrágio na Europa marcha a par com a colonização e a imposição de relações laborais de servidão e semi-servidão aos povos submetidos. O governo democrático na Europa estava fortemente entrelaçado com o poder da burocracia e com a violência policial, e o estado de sítio nas colónias. Em última análise, trata-se do mesmo fenómeno que ocorrida nos Estados Unidos, com a diferença que na Europa era menos evidente porque os povos colonizados viviam do outro lado do oceano.

MISSÃO IMPERIAL E FUNDAMENTALISMO CRISTÃO

Em 1899, a revista Christian Oracle explicava assim a decisão de mudar o seu título para Christian Century: "Cremos que o próximo século será testemunha de triunfos do cristianismo jamais vistos, e que será mais verdadeiramente cristão que qualquer dos precedentes".

Mais adiante o presidente McKinley explicava que a decisão de anexar as Filipinas procedia da inspiração do "Todo poderoso" que, depois de escutar as incessantes preces do presidente, numa noite de insónia, o tinha por fim, libertado de toda a dúvida e indecisão. Não teria sido adequado deixar a colónia nas mãos da Espanha, ou entregá-la "à França ou à Alemanha, nossos rivais no comércio do Oriente". Nem, peIa mesma razão, teria sido correcto deixar as Filipinas aos próprios filipinos, que eram "incapazes de se autogovernar", o que teria Ievado o país a um estado de "anarquia e desgoverno" ainda pior que o resultante da dominação espanhola: "Não temos outra alternativa senão tomarmos tudo a nosso cargo, e educar os filipinos, civilizá-los e cristianizá-los, e, peia graça de Deus, fazer o mais que pudermos por eles, como companheiros nossos por quem Cristo também morreu. Voltei então para a cama e dormi profundamente". [13]

Hoje conhecemos os horrores perpetrados durante a repressão do movimento independentista nas Filipinas: a guerrilha desenvolvida pelos filipinos foi enfrentada com a destruição sistemática de campos e gados, pelo confinamento maciço da população em campos de concentração, onde pereciam vítimas da fome e da doença, e inclusive em alguns casos, do assassinato de todos os varões maiores de dez anos.

Sem dúvida que, apesar das dimensões dos "danos colaterais", a marcha da ideologia imperial-religiosa da guerra se reactivou triunfalmente durante a Primeira Guerra Mundial, quando o presidente Wilson a eIa se referia como se se tratasse de uma cruzada real, de uma "guerra santa, a mais sagrada em toda a história", destinada a impor a democracia e os valores cristãos em todo o mundo.

A mesma plataforma ideológica foi aplicada a outros conflitos no século XX, sendo a Guerra Fria particularmente exemplar neste aspecto. John Foster Dulles, era definido por Churchill como "um severo puritano". Dulles orgulhava-se de que "ninguém no Departamento de Estado conhece a Bíblia como eu". O seu fervor religioso não era de modo nenhum um assunto privado: "Estou convencido que aqui temos a necessidade de fazer que os nossos pensamentos e práticas políticas reflictam com a maior fidelidade a convicção religiosa de que o homem tem a sua origem e destino em Deus". [14] A esta fé, associavam-se outras categorias teológicas fundamentais na luta política internacional: os países neutrais que recusavam tomar parte na cruzada contra a União Soviética estavam em "pecado", enquanto que os Estados Unidos, à cabeça dessa cruzada, representavam o "povo moral" por definição.

Em 1983, Ronald Reagan, quando a Guerra Fria atingia o seu clímax, apontou a necessidade de derrotar o inimigo ateu (a URSS), com claros acentos teológicos: "Há no mundo pecado e maldade, e as Escrituras e Jesus nosso senhor ordenaram-nos que nos oponhamos a isso com todo o nosso poder". [15]

Alinhando-se com esta tradição e radicalizando-a ainda mais, George W. Bush conduziu a sua campanha eleitoral sob um autêntico dogma: "A nossa nação é a eleita de Deus e foi escolhida peIa História como um modelo de justiça para o mundo".

A história dos Estados Unidos está marcada peIa tendência a transformar a tradição judaico-cristã numa espécie de religião nacional que consagra o excepcionalismo do povo norte-americano e a missão sagrada que lhe foi confiada. Não é este entrelaçamento de religião e política sinónimo de fundamentalismo? Não foi por acaso que o termo fundamentalismo foi utilizado pela primeira vez no âmbito do protestantismo norte-americano.

Certamente que qualquer administração norte-americana terá os seus hipócritas, os seus intriguistas e os seus cínicos; mas não há motivos para duvidar da sinceridade de Wilson ou, actualmente, de Bush Jr. Não devemos esquecer o facto de que os Estados Unidos não são uma verdadeira sociedade secular, a arraigada convicção de representar uma causa sagrada e divina facilita não só a constituição de uma frente unida em tempos de crise, mas também a repressão e banalização das páginas mais obscuras da história estadunidense. Durante a Guerra Fria, Washington patrocinou sangrentos golpes de Estado na América Latina e colocou no poder brutais ditadores militares; em 1965, promoveu na Indonésia o massacre de centenas de milhares de comunistas ou seus simpatizantes. No entanto, por mais desagradáveis que possam ser, esses detalhes não alteram a santidade da causa personificada pelo "Império do Bem".

Max Weber costumava referir-se à "moralina" (farisaísmo) norte-americana. "Moralina" não significa mentira, nem hipocrisia consciente. É tão só a hipocrisia dos que são capazes de mentir a si mesmos, o que se assemelha à falsa consciência assinalada por Engels. De todo o modo, não é fácil compreender totalmente essa mescla de fervor religioso e moral, por um lado, e a clara e aberta tentativa de domínio político, económico e militar do mundo, por outra. É sem dúvida, esta amálgama (combinação explosiva), este peculiar fundamentalismo, que constitui actualmente a grande ameaça à paz mundial. O fundamentalismo norte-americano intoxica um país que, designado e autorizado por Deus, considera irrelevantes a ordem internacional actual e as regras humanitárias. É neste quadro que devemos situar a deslegitimação das Nações Unidas, o desprezo peIa Convenção de Genebra, e as ameaças proferidas não só contra os seus inimigos, como também contra os seus "aliados" na OTAN.

O DESPOTISMO IMPERIAL

Além de combater o "mal" e defender os valores cristãos e norte-americanos, a guerra contra o Iraque (não contando com outras guerras em perspectiva) pretende expandir a democracia por todo o mundo. Retomemos por um momento o jovem indochinês que em 1924 denunciava o linchamento de negros. Mais tarde regressou ao seu país e aí adoptou o nome pelo qual seria mundialmente conhecido: Ho Chi Minh. Durante os incessantes bombardeamentos norte-americanos no Vietnam, terá o dirigente vietnamita recordado os horrores perpetrados contra os negros pelos defensores da supremacia branca? Por outras palavras, a emancipação dos afro-norte-americanos e sua conquista dos direitos civis marcaram realmente uma mudança, ou continuam os Estados Unidos a ser uma Herrenvolk democracy, uma democracia de "Senhores", com a diferença de que agora os excluídos já não são os que estão dentro da mãe pátria, mas antes os que estão fora, como aconteceu no caso da "democracia" europeia?

Podemos examinar a questão numa perspectiva diferente, considerando a reflexão de Kant: "Oue é um monarca absoluto? É aquele que quando decide que deve haver guerra, há guerra". Kant não se referia aos Estados do Antigo Regime, mas sim à Inglaterra, no limiar do seu século de desenvolvimento liberal. [16] De acordo com a posição kantiana, o actual presidente dos Estados Unidos deveria ser considerado um déspota por dois motivos. Primeiro, devido ao surgimento, na última década, de uma "presidência imperial" que, quando embarca em acções militares, as apresenta frequentemente ao Congresso como um facto consumado. Mas estamos ainda mais interessados no segundo aspecto: é a Casa Branca que soberanamente determina quando as resoluções das Nações Unidas são vinculativas ou não; é a Casa Branca que soberanamente decide que países são "Estados delinquentes" e se é legal submete-los a embargos que irão causar o sofrimento de toda uma população, ou ao fogo infernal de bombas de fragmentação ou de urânio empobrecido. A Casa Branca decide soberanamente a ocupação militar desses países, pelo tempo que considerar necessário, condenando os seus dirigentes e os seus "cúmplices" a prolongadas penas de prisão. Contra estes e contra os "terroristas", chega a ser legitimado o "assassinato selectivo", ou melhor, um assassinato que é tudo menos selectivo, como o bombardeamento de um restaurante porque se pensava que Saddam Hussein podia estar lá. As garantias legais não se aplicam de todo aos "bárbaros" .

A tudo isto se junta a crescente intolerância que Washington manifesta para com os seus "aliados" ocidentais. Também a eles exige que sigam com humildade a vontade da nação eleita por Deus, cujo presidente se comporta como se fosse um soberano mundial, sem o controle de qualquer organismo internacional.

NOTAS
1. Wade, Wyn Craig. 1997. The Rery Cross: The Ku Klux Klan in America. New York and Oxford: Oxford University Press.
2. MacLean, Nancy. 1994. Behind the Mask 01 Chivalry: The Making of the Second Ku Klux Klan. New York and Oxford: Oxford University Press.
3. Rosenberg, Alfred. 1937. Der Mythus des 20. Jahrhunderts. Munich: Hoheneichen. Publicado pela primeira vez em 1930.
4. lbid.
5. Hitler, Adolf. 1939. Mein Kampf. Munich: Zentralverlag der NSDAP. Publicado pela primeira vez em 1925.
6. Ruge, Wolfgang, and Wolfgang Schumann (eds.). 1977. Dokumentezurdeutschen Geschichte. 1939-1942. Frankfurt a. M.: Radelberg.
7. Spengler, Oswald. 1933. Jahre der Entsche idung. Munich: Beck. 1980. Der Untergang des Abendlandes. Munich: Beck. Original 1918-23.
8. Hoffrnann, Géza voo. 1913. Die Rassenhygiene in den Vel'9inigt9n Staaten von Nordamerika. Munich: Lehmanns.
9. Günther, Hans S. R. 1934. Rassenkunde des deutschen Volkes. Munich: Lehmanns. Publicado pela primeira vez em 1922.
10. Fredrickson, George M. J. The Black Image in the White Mind: The Debate on Afro-American Character and Destiny, 1817-1914. Hanover, N.H.: Wesleyan University Press. Publicado pela primeira vez em 1971.
11. Spengler, op.cit.
12. Foner, Erich. 1998. The History of American Freedom. London: Picador.
13. McAllister Uno, Brian. 1989. The U. S. Army and Counterinsurgency in the Philippine War, 1899-1902. Chapel HiII and London: University of North Carolina Press.
14. Kissinger, Henry. 1994. Diplomacy. New York: Simon and Schuster.
15. Draper, Theodore. 1994. "Mission Impossible". New York Review of Books (6 October).
16. Kant, Immanuel. 1900. "Der Streit der Fakultaten". In Gesammelte Schriften. vai. 7. Berlin and Leipzig: Akademie-Ausgabe. Publicado pela primeira vez em 1798.

[*] Investigador do Istituto di Science Filosofiche e Pedagogiche, Urbino, Itália.

O original encontra-se em na revista argentina Enfoques alternativos , nº 27, Out-Nov/2004.
Tradução de Carlos Coutinho.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

11/01/2008 GMT 1

Flores

ph2075 @ 01:29

Significado das flores

Acácia amarela - amor secreto

Acácia branca ou rosada - constância , elegância

Amor perfeito - meditação, recordações, reflexão

Azaléia branca - romance

Azaléia rosada - amor à natureza

Camélia branca - beleza perfeita

Camélia rosada - grandeza da alma

Camélia vermelha - reconhecimento

Cravo amarelo - desdém

Cravo branco - amor ardente, ingenuidade, talento

Cravo rosado - preferência

Cravo vermelho - amor vivo

Crisântemo amarelo - amor frágil

Crisântemo branco - verdade

Crisântemo vermelho - "eu amo"

Dália amarela - união recíproca

Dália rosada - delicadeza

Dália vermelha - olhos abrasadores

Girassol - dignidade, glória, paixão

Hortência - frieza, indiferença

Jasmim - amor, beleza delicada, graça

Lírio - casamento, doçura, inocência, majestade, pureza

Magnólia - amor à natureza, simpatia

Margarida - inocência, virgindade

Orquídea - beleza, luxúria, perfeição, pureza espiritual

Miosótis - amor sincero, fidelidade

Narciso - egoísmo, introvertia, vaidade

Papoula - fertilidade, ressurreição, sonho

Sempre-viva - declaração de guerra, eternidade, imortalidade, permanência

Tulipa amarela - amor sem esperança

Tulipa vermelha - declaração de amor Violeta - lealdade, modéstia

09/01/2008 GMT 1

FATOS DO DIA 09/01

ph2075 @ 15:52
1923
Pela primeira vez se fez um vôo num helicóptero. O autor da façanha, realizada na Espanha, foi Juan de la Cierva.
1941
A Columbia Broadcasting System realizou a primeira demonstração de uma tela de televisão em cores.
1970
O dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Gláuber Rocha, foi escolhido para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O cineasta declarou que não tinha interesse em participar da seleção.

07/01/2008 GMT 1

Quênia: encontrada maior cobra naja do mundo

ph2075 @ 00:35

A WildlifeDirect, ONG que cuida da preservação de répteis, anunciou nesta sexta-feira ter encontrado uma das maiores serpentes venenosas do mundo, segundo informações da agência Reuters. A espécie, batizada de naja ashei, foi descoberta no Quênia e possui veneno suficiente para matar até 15 humanos adultos.

A serpente, que pode chegar até 2,7 m de comprimento e produzir cerca de 6,2 ml de veneno, seria a maior da espécie, segundo a ONG. Seu bote é semelhante ao de outras najas, que cospem o veneno para se defender dos predadores a uma distância de até dois metros.

A nova espécie recebeu o nome de naja ashei em homenagem a James Ashe, fundador de um centro de preservação de serpentes no Quênia, onde a cobra foi encontrada.

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http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2133976-EI8145,00.html

Buraco Negro

ph2075 @ 00:28


Esta concepção artística mostra gases espiralando dentro do buraco negro recém-descoberto, o maior de sua categoria. Aquecidos, os gases emitem raios-X, o que faz com que os astrofísicos deduzam a existência do astro ( Foto Aurore Simonnet/Sonoma State University/NASA)

A Nasa agencia espacial americana, divulgou nesta terça-feira imagens captadas pelo observatório Chandra X-ray e o Satélite Swift daquilo que ela acredita ser o maior buraco negro já observado. O buraco possui entre 24 e 33 vezes a massa do sol.

A descoberta foi realizada por uma equipe de cientistas liderados pela astrônoma Andrea Prestwich, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian de Cambridge, no Estado americano de Massachussets.

Astrônomos acham centenas de buracos negros

O imenso buraco negro se localiza em uma pequena e instável galáxia, conhecida como IC 10, que fica a cerca de 1,8 milhões de anos-luz da Terra. Duas estrelas orbitam em torno dele, lançando grandes quantidades de gás e explosões cósmicas, em sua jornada pelo espaço. Os fenômenos são lançados para dentro do buraco no formato de espirais e depois desaparecem em sua imensidão, produzindo calor e emitindo raios-x.

Podem os buracos negros transportar você para outros mundos?

A descoberta supera o buraco negro encontrado no último dia 17 de outubro por uma equipe internacional de cientistas, que tem uma massa 16 vezes superior à do Sol. Ele foi o primeiro conhecido em um sistema binário eclipsante.

Segundo um artigo publicado na revista científica BritâniaNature, este sistema binário, formado por um buraco negro e por uma estrela com grande massa, na espiral da Galáxia do Triângulo (também conhecida como M33), está a cerca de 3 milhões de anos-luz da Terra. [Terra]

06/01/2008 GMT 1

Pode ser extinto!

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Existem hoje, no mundo, em torno de 7500 tigres; 60% deles estão em território indiano, divididos em 21 reservas. A India tem sido o pais que mais se dedica à preservação, mas seus esforços têm sido fortemente ameaçados por traficantes ligados ao rico mercado do tigre: vendem seus ossos (famosos na medicina chinesa), sua pele, sua carne e até mesmo seus olhos. Os curandeiros chineses acreditam que o pó de seus ossos cura reumatismo e garante longevidade, pílulas feitas dos olhos acabam com as convulsões, o pênis traz virilidade (um prato de sopa desta parte do corpo do tigre pode custar $320 US na Tailândia). Sua pele pode chegar à $15000 US no mercado Árabe. Além do tráfico, o aumento da população que disputa a caça com os tigres, destrói seu "habitat" natural e finalmente investe contra eles próprios, são sua maior ameaça. Os tigres sempre exerceram fascínio sobre os homens: os registros remontam até 6000 anos atrás, onde desenhos de tigres foram encontrados próximo ao rio Amur na Rússia. Segundo os arqueólogos, os habitantes da região os reverenciavam como seus ancestrais e como Deuses. Na mitologia hindu o tigre é o veículo da Deusa Durga; na China do Patriarca Chang Tao-ling. Na região do Mar Cáspio, eles se extinguiram em 1970, na Ilha de Java em 1980, e em Bali em 1940. A India é hoje o lugar onde a batalha pela sobrevivência dos tigres vai ser ganha ou perdida. O pais tem uma cultura na qual as pessoas genuinamente respeitam a natureza, mas seu crescimento populacional é tremendo e ameaçador. Homens e tigres coexistiram por milhares de anos, neste século o desafio está lançado.

Chimpanzé

Dra.Jane Goodall, primatologista, estudou os chimpanzés do Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia, por mais de 35 anos. Seu trabalho de dedicação, amor e afeto, tem sido exemplo para milhares de pessoas preocupadas com a sobrevivência animal, e com os problemas ecológicos que temos enfrentados neste século. Em 1957, com 23 anos, Dra.Jane viajou para o Kênia começando a trabalhar com o Paleontologista Dr.Louis S.B.Leakey, que a incentivou a estudar os chimpanzés na Tanzânia, estudo que iniciou em 1960. Desde 1965 que seu trabalho vem chamando a atenção de todos, leigos e cientistas, tanto pelas descobertas revolucionárias sobre o comportamento dos chimpanzés, quanto pela sua luta pela preservação. Hoje, sua área de trabalho corresponde à maior comunidade de estudo animal do mundo.Dra.Jane criou o programa "Roots & Shoots" com o objetivo de conscientizar as crianças africanas sobre os animais plantando as sementes para a conservação futura. Esta idéia de um programa dirigido a jovens naturalistas, expalhou-se por vários paises, e hoje existem 250 grupos de "Roots & Shoots", que contaram com a participação da Dra.Jane Goodall através de incansáveis palestras.

- National Geographic, December 1995 -

 

Gorila

A maior parte dos gorilas ainda existentes hoje, encontra-se em reservas distribuídas no Zaire, Uganda e Ruanda. O gorila das montanhas, impressionante, "inteligente, gentil, vulnerável", alvo de lendas e fantasias, sofreu neste século a maior ameaça de sua história. Desde a época da África-colônia, alemães e belgas, além de caçarem gorilas, dividiram seu habitat em fazendas e territórios arrendados para esquemas de agricultura européia. Programas de conservação e conscientização ecológica começaram a surgir somente na década de 70, quando a Sociedade de Conservação da Vida Animal - New York, em consórcio com outras organizações conservacionistas, criaram o Projeto do Gorila da Montanha. Hoje este projeto é um dos maiores exemplos de sucesso na história da conservação animal. Em Ruanda, o sucesso foi tão surpreendente que a população do pais passou a orgulhar-se de seus gorilas a ponto de não os ameaçarem durante a última guerra civil, em 1990. Apesar das reservas e florestas serem invadidas pelo exército, só se tem notícia de um gorila morto nos quatro (4) anos de guerra, e no auge do conflito, o Primeiro Ministro de Ruanda declarou publicamente o compromisso de seu pais com os gorilas. As duas etnias em guerra, Tutsi e Hutu, concordaram em não matá-los.

Triste Notícia: 1999 - re-iniciada a guerra civil em Ruanda. Estatísticas divulgadas pela imprensa mundial revelam que no último semestre de 1998 foram mortos 23 gorilas em Ruanda, vítimas das revanches Hutus, quando também assassinaram vários turistas britânicos e americanos. As autoridades do país perderam o controle da situação mais uma vez.

Panda

O Panda, originário da China, corre grande risco de extinção. Tanto as mudanças climáticas - esquentamento - quanto mudanças no seu habitat - aumento da população envolvente e conseqüente diminuição de alimento, são grandes ameaças. Ele é vegetariano, se alimenta basicamente de bambus, tem dificuldade de enxergar, não se reproduz em cativeiro e não suporta o calor forte. Várias organizações internacionais têm se esforçado para salvar este que é um dos mais meigos entre os animais de grande porte.

Hellabrunn Zoo

O moderno zoológico Hellabrunn, em Munich, Alemanha, é um dos mais interessantes projetos de recuperação e criação de espécies em risco de extinção. A manutenção dos animais em ambiente natural, a criação das espécies ameaçadas para posterior transposição para suas regiões de origem, são a especialidade do zoológico que cria uma enorme quantidade de espécies que vão das aranhas mexicanas "redknees" (joelhos-vermelhos) a uma variedade de pássaros e de animais de grande porte onde sua estória mais surpreendente é o sucesso com os Przewalski, uma sub-espécie de cavalos selvagens originários da Mongólia, descobertos por volta de 1870 por um explorador russo.


Projeto Tamar

O Projeto Tamar é um dos mais bem sucedidos projetos de preservação de espécies marinhas em risco de extinção no Brasil. Dedicado à preservação das tartarugas marinhas o projeto estende-se por toda a costa brasileira inclusive Fernando de Noronha e Atol das Rocas, dividindo a costa em áreas de alimentação, de reprodução e mistas. As tartarugas têm mais de 150 milhões de anos, resistiram a inúmeras ameaças inclusive adaptando-se de seu habitat original que era a terra, para o marítimo, o que gerou várias mutações no processo de adaptação, mantendo apenas a desova em terra - em praias desertas e durante a noite. Este é seu ponto mais vulnerável. O crescimento populacional e conseqüente invasão das praias tanto com pessoas como com luz elétrica, tem diminuído drasticamente os locais de reprodução das tartarugas marinhas gerando risco de extinção. Os esforços do Projeto Tamar têm garantido-lhes a continuação da espécies. 

Situação Mundial

Cientistas do Plano das Nações Unidas para o Meio Ambiente calculam que existam entre 10 e 100 milhões de espécies de seres vivos no planeta. Hoje, somente 1,4 milhões são conhecidos e 25% estão ameaçados de extinção. Todo dia, no mundo inteiro, desaparecem quase trezentas espécies animais e vegetais devido à destruição de seus habitats. O Brasil é um dos países com o maior nível de biodiversidade do planeta. Infelizmente, vários fatores têm contribuído para a destruição de grandes áreas dos ecossistemas mais ricos do país: Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado. Dentre as atividades que ameaçam estes ecossistemas estão a agricultura e pecuária, a extração de madeira, a mineração e a indústria poluente. Em 1990 o IBAMA compilou uma lista de animais em extinção no Brasil. A maioria das espécies é oriunda da Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal. Entre eles estão: 57 mamíferos, 108 aves, 9 répteis e 32 invertebrados.artr_borboleta1.jpgartr_borboleta1.jpg

Animal!

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Abelha a fabricação do mel começa com a coleta do néctar e ele é armazenado em uma bolsa no corpo da abelha e levado para a colméia, uma enzina transforma o néctar em glicose.
Abelha Rainha todo processo de construção da colméia obedece o comando da abelha rainha, ela constrói o primeiro favo e as frestas são vedadas com própolis. 
Aranha sua teia é construída com uma espécie de proteína e quanto mais velhas elas ficam mais perfeitas são as teias que elas constroem com auxílio das fiandeiras.
Baleia Azul é o maior animal da terra, chega a medir 30 metros e pesar 135 toneladas.
Beija Flor bate suas asas, cerca de 80 vezes por segundo.
Bico-pau ele se parece com um graveto o que lhe permite ficar escondido entre galhos de árvores atrás de alimento.
Borboleta importantes para a polinização das flores adaptam-se muito bem a vida na cidade e podem até agüentar bem altos índices de poluição servindo até como indicadores de alguns produtos tóxicos.
Boi a gelatina é uma proteína animal chamada colágeno, tirada quase sempre do couro do boi.
Camaleão ele muda de cor com o auxilio de pigmentos presentes nas células de sua pele, isto é o que chamamos de mimetismo.
Camelo é capaz de beber 100 litros de água de uma só vez.
Canguru seus filhotes ficam alojados em uma bolsa ou marsúpio, para completarem seu desenvolvimento.
Capivara é conhecida como o maior roedor do mundo.
Cão por ter uma visão apurada, percebe mudanças de movimento de uma pessoa assustada, assim quando ela foge, ele pode perceber uma presa fácil.
Cobra Jibóia por ser constritora ela esmaga suas presas sendo capaz de engolir até um boi.
Cobra Naja os encantadores de serpentes colocam em suas flautas urina de rato para atraí-las ao tocar sua música.
Coral ao longo da sua vida excretam um esqueleto de calcário e quando o indivíduo morre esta estrutura permanece no local e sobre ele crescem novos corais, formando os famosos recifes.
Coruja animais fiéis, como acontece com muitas aves os casais ficam juntos até o fim da vida.
Cupim um macho e uma fêmea são suficientes para iniciarem seu próprio cupinzeiro. Em geral na primavera milhares de reprodutores alados abandonam a colônia.
Elefante é o maior dos animais terrestres com 3,5 metros de altura e peso de 6400 quilogramas.
Estrela do mar com seu grande poder de regeneração é capaz de reconstruir seus braços e voltar a sua forma normal.
Golfinho muito utilizado no tratamento de crianças portadoras de síndromes, graças ao seu comportamento dócil.
Homem o que viveu mais tempo morreu aos 111 anos, enquanto a mulher com 129. Já o homem mais alto media 2,72 metros de altura.
Inseto a luz elétrica os atrai, pois os insetos noturnos se orientam pelo luar e quando saem para buscar alimento sabem que devem voar em certa direção em relação a Lua, como ela está muito longe, eles transferem este referencial para as lâmpadas.
Lagarto a espécie Lepidodactylus lugubris se reproduz sem macho, as filhas são clones geneticamente idênticos as suas mães.
Lobo uivam a Lua cheia, já que o clarão do luar é uma ótima condição para localizarem suas presas em dia de caça.
Minhoca perfurando seus caminhos em busca de alimento são excelentes par o solo, pois o deixam mais arejado além de produzirem o húmus, espécie de adubo.
Morcego quase cego por morar em cavernas, ele usa seu radar para se deslocar com muita habilidade.
Molusco são animais de corpo mole com com conchas protetoras, formadas de carbonato de cálcio que é extraído do oceano, além dos elementos orgânicos, que são produzidos pelo próprio animal.
Mosca os olhos compostos da mosca são formados por cerca de 400 facetas hexagonais. Sua vida média é 30 dias.
Ornitorrinco mamífero com bico e que pões ovos, mas apresenta pelos e glândulas mamárias.
Papagaio apresentam uma excepcional capacidade de se comunicar através da fala.
Peixe em geral, os machos são mais coloridos que as fêmeas e quando querem conquistá-las fazem danças muito bonitas com vários movimentos.
Peixe Elétrico sua descarga elétrica pode chegar a 600 Volts.
Pepino do mar para se desvencilhar de seus predadores é capaz de soltar seu tubo digestivo na água e fugir.
Perereca elas apresentam nas pontas de seus dedos ventosas adesivas que lhes permitem subir em árvores.
Polvo são animais muito inteligentes capazes inclusive de distinguir objetos pela forma e assim escapam das mais perigosas armadilhas com seu sifão propulsor.
algumas apresentam um veneno tão poderoso que pode matar um ser humano em poucos minutos. Este veneno é usado por caçadores na s pontas de dardos.
Tartaruga a da espécie Marion, das ilhas Seychelles chega a viver mais de 150 anos.
Tubarão os estudiosos acreditam que os primeiros tubarões surgiram há ou menos de 300 milhões de anos.
Vaga lume ele brilha graças a oxidação de uma substâncias combustível produzida pelo próprio animal e que se chama luciferina.
Verme são várias as espécies transmissoras de doenças, mas para evitá-las os cuidados de ser os básicos de higiene, tais como não comer alimentos crus, lavar as mãos e não andar descalço.

CURIOSIDADES SOBRE COELHOS

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- O período de gestação de um coelho varia de 28 a 34 dias; - Os pelos começam a crescer a partir do sétimo dia; - Os olhos abrem após o décimo dia; - Os ouvidos abrem no décimo-segundo dia; - As crias saem do ninho e começam a comer alimento sólido aos 18 dias de vida; - Aos dois meses de vida estão independentes; - Estão sexualmente maduros aos 5 meses de vida. - O coelho é originário da Europa, nos anos de 1600 os coelho foi levado para diferentes partes do mundo; - A Austrália foi o país no qual os coelhos mais se expandiram no mundo, pois não havia inimigo natural dos coelhos, a mul- tiplicação foi sem controle e logo começaram aparecer pro- blemas com os fazendeiros. Os coelhos, aos milhares estavam comendo toda as pastagens e plantações, a solução encontrada para controlar o número de coelhos que crescia geometricamente, foi implantação de uma doenca chamda MYXOMATOSIS que matou mi- lhares de coelhos. - A maldade funcionou e o número de coelho reduziu drasticamente; - Coelhos são, no mundo, os animais mais caçados pelos os homens; - O coelho da raça Gigante de Flandres chega a pesar 9 kg.; - Uma coelha produz entre 25/50 filhotes por ano.

CURIOSIDADES - O QUE ACONTECE AO PARAR DE FUMAR.

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20 minutos - Pressão arterial e freqüência cardíaca voltam ao normal.

8 horas - (CO) e (O2) voltam ao normal.

24 horas - Começa a reduzir o risco de infarto agudo do miocárdio.

48 horas - Terminações nervosas começam a se regenerar.

72 horas - Respiração fica mais fácil (Brônquio relaxamento), aumenta a capacidade pulmonar.

2 a 3 meses - Aumenta e facilita a circulação sanguínea (Caminhar toma-se mais fácil).

1 a 9 meses - Diminuição da tosse, congestão nasal, fadiga e falta de ar, movimento ciliar brônquico volta ao normal, limpando os pulmões. Aumentando assim a capacidade física.

1 ano - O imenso risco de doenças cardíacas coronarianas, cai para metade de quando se era um fumante habitual.

5 anos - A possibilidade de desenvolver um câncer de pulmão cai pela metade. O risco de um derrame cerebral após 5/10 anos sem fumar - é o mesmo de quem nunca fumou, o risco de câncer de boca, garganta e esôfago também.

10 anos - A morte por câncer de pulmão toma-se similar a dos não fumantes. As células pré-cancerosas são substituídas. reduz-se a quase zero os riscos de câncer na boca, garganta, esôfago.

VOCÊ SABIA?

- A fumaça do cigarro contém Urânio, Plutônio, Tório e Polônio-210 (e mais outras 60 substâncias também radioativas). Fumar um maço de cigarros diariamente equivale aproximadamente, a uma radiografia por dia.

- Dois cowboys que faziam a propaganda do Malboro, ironicamente, morreram de Câncer do Pulmão.

- A nicotina presente no cigarro é utilizada como inseticida há, aproximadamente, 300 anos. Essa mesma nicotina que é tragada pêlos fumantes é a responsável pelo vício.

- Pesquisas atuais demonstraram que o vício causado pelo cigarro é semelhante ao vício causado por outras drogas, como cocaína ou heroína e que o abandono do cigarro é tão difícil quanto à das demais drogas.

- Quem nunca fumou ou não fuma há muito tempo, ao fumar apresenta os sintomas de uma intoxicação: tontura, náuseas, tosse, etc. Caso a pessoa insista em fumar esses sintomas desaparecem. Desse ponto em diante, o vício e todas as suas complicações são quase inevitáveis.

- A quantidade de cigarros ninados por dia é proporcional ao risco de se ter Câncer. Isso quer dizer que, se a pessoa fama de 1 a 9 cigarros diariamente, ela tem 5 vezes mais chance de ter Câncer do que um não-fumante, enquanto alguém que fama mais de 40 cigarros por dia tem uma chance 20 vezes maior que um não-fumante.

- Os fumantes passivos também têm chance de adquirir a doença, sendo que 25% a 46% das mulheres que morrem de câncer de pulmão e 13% a 37% dos homens não são fumantes, mas com certeza adquiriram a doença através da convivência com fumantes.

- 80 mil pessoas morrem no Brasil precocemente, a cada ano, em decorrência de doenças devidas ao tabagismo. Uma média de 10 pessoas por hora.

- 22 anos de vida é o que perdem as pessoas que fumam a vida toda, segundo cálculos da Organização Mundial de Saúde.

- 90% das mortes por câncer no pulmão são provocadas pelo fumo, que também é responsável por 85% das mortes por doenças pulmonares como enfisema.

- 25% das mortes provocadas por doenças coronarianas (infarto, por exemplo) e cérebrovasculares (como derrame) são provocadas pelo fumo.

ALGUMAS DAS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS CONTIDAS NOS CIGARROS

- Amônia (NH3): Produto usado em limpeza de azulejos. É corrosiva para o nariz e para os olhos. Vicia. Facilita a absorção de nicotina pelo organismo.

- Propilenogoglicol (CaHgO2):
Usado em desodorantes. Faz a nicotina chegar ao cérebro. Também utilizado como umectante para hidratar o tabaco.

- Acetato de chumbo [PB (CH3CO2)2]: Presente na fórmula de tinturas para cabelo, como o Grecin 2000. Cancerígeno e cumulativo no organismo. Banido da gasolina.

- Formol (CHzO): Conservante de cadáver. Nos vivos, provoca câncer no pulmão, problemas respiratórios e gastrintestinais.

- Pólvora: Libera partículas cancerígenas quando queimada. Facilita a combustão do cigarro e a produção de uma fumaça suave. Provoca tosse, falta de ar e irritação das vias respiratórias.

- Methoprene: Inseticida usado em antipulgas. Provoca irritações na pele e lesões no aparelho respiratório.

- Cádmio (Cd): Usado em pilhas e baterias. Metal altamente tóxico e cumulativo no organismo. Causa danos nos rins e no cérebro. Corrói o trato respiratório, provoca perda de olfato e edema pulmonar. Leva até 20 anos para ser expelido.

- Naftalina (C1OH8):
É usado para matar baratas. Gás venenoso sintetizado em forma de bolinhas. Provoca tosse, irritação na garganta, náuseas, transtornos gastrintestinais e anemia.

- Fósforo (P4 ou P6):
Usado na preparação de veneno para ratos, como o Racumin.

- Acetona (C3H6O):
Usado em removedor de esmalte. Entorpecente e inflamável. Irrita a pele e a garganta, dá dor de cabeça e tontura.

- Terebintina: Usado para diluir tintas a óleo e limpar pincéis. Tóxico extraído de resina de pinheiros. A inalação irrita olhos, rins e mucosas. Pode provocar vertigem, desmaios e danos ao sistema nervoso.

- Xileno (C8H10): Presente em tintas de caneta. Inflamável e cancerígeno. A inalação irrita olhos, causa tontura, dor de cabeça e perda de consciência.

- Butano (C4H10): Gás de cozinha. Mortífero e altamente inflamável. Quando inalado, substitui o oxigênio no pulmão e é bombeado para o sangue. Causa falta de ar, problemas de visão e coriza.

Colaboração:
Fábio Braga B. Rosa
Médico - Clínico Geral

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