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18/03/2009 GMT 1

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ph2075 @ 21:30


Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito. Êxodo 23:2.

 

Vinte milhões de formigas-correição juntas andando numa mesma direção. Borboletas voando, fugindo do frio. Nas Ilhas Christmas, na Austrália, bandos de 120 milhões de caranguejos abandonam a mata em direção às praias, a fim de depositar seus ovos na água. Amontoadas, boiando sobre o mar, milhares de joaninhas também viajam de mudança. Tudo isso é enxame, uma massa enorme e compacta de animais.

A experiência de liderar o povo de Israel no Êxodo do Egito deixou claro para Moisés que as multidões exercem uma pressão social muito forte. A Bíblia diz que 600 mil homens, sem contar mulheres e crianças, deixaram o Egito (Êxodo 12:37). Esses números são contestados. Há os que dizem que é um exagero e também os que falam em mais de dois milhões de pessoas.

Além dos israelitas, saiu do Egito uma "mistura de gente, ovelhas, gado e muitos animais" (Êxodo 12:38). Essas pessoas, provavelmente egípcios impressionados com as manifestações do poder de Deus, foram levadas pelo momento. Você pode imaginar tudo isso? Gente misturada com bicho, correndo, andando, levantando poeira, crianças caindo.

Moisés passou maus pedaços com esse povo cujo passatempo era reclamar. Tornaram-se uma influência negativa entre os israelitas, pois diante das dificuldades abandonaram o Deus de Israel e incentivaram o paganismo. Até Arão, irmão de Moisés, cedeu e fez um bezerro de ouro para o povo adorar.

Você sabe o que acontece nos grandes estádios de futebol quando a multidão perde o controle: caem arquibancadas, pessoas são pisoteadas e morrem como animais desgovernados. A multidão não pensa, não vê e não raciocina. Um grito, um estrondo, um tiro, podem mudar a história de milhares de pessoas que não pararam um segundo para pensar, que agiram sem saber o porquê.

Moisés recebeu de Deus a orientação que aparece no verso de hoje: não seguir a multidão para fazer o mal. Na verdade, o melhor é não depender da multidão para nada. Isso não significa se isolar do mundo e ser um individualista. Entretanto, deixamos de fazer a vontade de Deus quando, sem pensar, seguimos a multidão, ou quando, por causa da maioria, concordamos com aquilo que sabemos estar errado. Enxame é fria!


Migração das borboletas Monarca

As borboletas Monarca normalmente vivem somente durante 4 ou 6 semanas depois de sairem de seu casulo. Quatro gerações de borboletas Monarca vivem no decorrer de um ano, das quais três gerações durante a primavera e o verão. Ao chegar o outono, inicia-se sua migração com a Quarta geração, que tem vida muito mais prolongada do que as anteriores.

A migração inicia-se exatamente na noite do equinócio do outono (no hemisfério norte), e as borboletas migrantes vivem seis meses mais do que as das gerações anteriores - o tempo exato para completar a ida e a volta de seu percurso migratório. Saindo do Canadá e dos Estados Unidos, as borboletas, aos milhões, pousam nas cordilheiras do México central, à altitude de 3.000 metros, onde o clima é suficientemente quente para viverem. Durante quatro meses (de dezembro a março) nada comem, somente bebem água. Depois desse jejum, na primavera elas se banqueteiam com o néctar das flores, começando a armazenar a energia necessária para o seu retorno ao norte. Após seu acasalamento, a colônia inicia seu vôo de volta para o norte no equinócio da primavera. Logo após a sua chegada ao norte do Canadá e Estados Unidos, e depois de nascer uma nova geração, essas borboletas morrem. Essa nova geração vive apenas cerca de seis semanas, da mesma forma que as duas gerações seguintes, e a Quarta geração inicia novamente a migração para o sul, repetindo-se assim o ciclo, ao longo dos séculos e milênios.

A teoria da evolução não tem como explicar essas sucessivas coincidências a partir do acaso, nem para as borboletas Monarca nem para os outros animais que anualmente também realizam seu ciclo migratório!

Maré vermelha

Nas ilhas Christmas, caranguejos vermelhos abandonam as florestas tropicais em novembro, dirigindo-se às praias para procriar.

O boi Apis

Embora não existam elementos suficientes para se caracterizar a razão da adoração ao bezerro de ouro que o povo construíu sob a liderança de Aarão, tudo indica que se tratava de uma reminiscência da adoração ao boi Apis, divindade zoomorfa egípcia. Na figura, o boi Apis, com marcas no couro e disco solar entre os chifres.

Na figura, a vaca sagrada simbolizando a deusa Hathor, outra divindade adorada pelos Egípcios.
Grande Teatro de Éfeso

Na figura, vista atual das ruínas do Grande Teatro de Éfeso.
Todo de mármore, construído pelos imperadores Cláudio, Nero e Trojano, tinha capacidade para abrigar cerca de 24.000 pessoas.

No livro de Atos dos Apóstolos temos um impressionante exemplo de multidão inteiramente fora de controle (Atos 19:23-40), ocorrido exatamente nesse local!

Atos 19:23-40 - "Por êsse tempo houve grande alvorôço acerca do Caminho. Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia de prata nichos de Diana, e que dava muito lucro aos artífices, convocando-os juntamente com outros da mesma profissão, disse-lhes: Senhores, sabeis que deste ofício vem a nossa prosperidade, e estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando não serem deuses os que são feitos por mãos humanas. Não somente há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como também o de o próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que tôda a Ásia e o mundo adoram. Ouvindo isto, encheram-se de furor, e clamavam: Grande é a Diana dos efésios! Foi a cidade tomada de confusão, e todos à uma arremeteram para o teatro, arrebatando os macedônios Gaio e Aristarco companheiros de Paulo. Querendo este apresentar-se ao povo, não lhe permitiram os discípulos. Também asiarcas, que eram amigos de Paulo, mandaram rogar-lhe que não se arriscasse indo ao teatro. Uns, pois, gritavam de uma forma, outros, de outra; porque a assembléia caíra em confusão. E na sua maior parte nem sabiam por que motivo estavam reunidos. Então tiraram Alexandre dentre a multidão, impelindo-o os judeus para frente. Este, acenando com a mão, queria falar ao povo. Quando, porém, reconheceram que ele era judeu, todos a uma voz gritaram por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios! O escrivão da cidade, tendo apaziguado o povo, disse: Senhores, efésios: Quem, porventura, não sabe que a cidade de Éfeso é a guardiã do templo da grande Diana, e da imagem que caiu de Júpiter? Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos mantenhais calmos e nada façais precipitadamente; porque estes homens que aqui trouxestes não são sacrílegos, nem blasfemam contra a nossa deusa. Portanto, se Demétrio e os artífices que o acompanham têm alguma queixa contra alguém, há audiências e procônsules; que se acusem uns aos outros. Mas se alguma outra cousa pleiteais, será decidida em assmbléia regular. Porque também corremos perigo de que por hoje sejamos acusados de sedição, não havendo motivo algum que possamos alegar para justificar este ajuntamento. E, havendo dito isto, dissolveu a assembléia".

http://www.deolhonasorigens.com.br/

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